outubro 27, 2005

Esta vida de marinheiro

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Tavira, 2005


«O mundo não compreende mais do que está à superfície». Li-o há anos atrás e hoje murmuro-o em dias de dificuldade em respirar. A realidade é tão superficial que se soprássemos não sobrava nada. Algum pó, talvez. Sempre pensei que quando crescesse caberia em todo o lado, sem me preocupar com o tamanho das mangas da camisa e as pastilhas nas solas dos sapatos. Depois de um sopro, sobra sempre algum pó-de-anjo.
...

7 comentários:

M disse...

E antes punha-se a cabeça entre as grades e ela saía, agora a cabeça fica lá agarrada.
As coisas que acontecem passam a ser a nossa pastilha agarrada aos sapatos e por mais que se esfregue na terra não sai e se os sapatos forem para o lixo fica agarrada aos pés ...

quem me dera ser marujo

um estranho disse...

quem me dera ser peixe.
passava lá horas e ultrapassava a dificuldade da respiração.

mariana disse...

esta foto está gira, mas a outra do capitão também estava :D

A.na disse...

Criaturas vestidas
de corpo e alma...
Anjo essÊncialmente
vestido de alma...pó de anjo,
mas anjo livre.

Anónimo disse...

Deixa que te diga que esta fotografia é absolutamente deslumbrante! O azul e a mão aberta uma leveza única. A vontade de me espraiar, sem pudor.

um estranho disse...

Eu espraio
Tu espraias
Ele espraia
Nos espraiamos
Vos espraiais
Eles espraiam

Eu tambem me espraiava numa agua assim agora. Mesmo a chover.
;)

um estranho disse...

Vós espraieis, talvez.
perdi-me.