novembro 24, 2005

O mundo é um moinho

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Ericeira, 2005

Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, vai reduzir as ilusões a pó.
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8 comentários:

um estranho disse...

Se o mundo é um moinho não bastaria pintá-lo de azul igual?
Se gira e não pára, nem sequer num sorriso
Pintá-lo-ei eu mesma de formas desiguais
Que giram pelo mundo tal como o moinho.

Não bastaria caminhar sem sentido
Faria os dias em formas e cores
As horas sem tempo nem ponteiros
Encontraria o azul na distância de uma olhar
Mas não, não vejo o mar!

Se fechar os olhos ao vento
Mesmo que apenas por um momento
Vejo em mós o meu pensamento
Ergo então os sonhos caídos
E sim, agora vejo o mar.

O que faço então da tela onde o azul não sabe a sal?
Onde as ondas batem em silêncio?

Misturo o azul na água
E levo o céu ao mar.

M disse...

é é igual igual aos do D.Quixote.
percebo isso a tempo e agora vou para a esquerda ou para direita?afinal as coisas não são!

um estranho disse...

Isto deve ter uma explicação qualquer mas quando me ponho a olhar para as tuas fotografias e tudo o que elas nos transmitem vem uma vontade de escrever, uma inspiração qualquer e saem estas coisas assim teclas fora.

Acho que não te importas mas fica a explicação.

Aliás, a explicação deve ser simples, é que as fotos aqui têm vida própria, falam e contam historias.
Beijocas

soniaq disse...

Imenso!
Sentido Obrigatório, pois claro!
Azul, azul e mais azul!
e a música, do melhor....
Tens um bom gosto desarmante.
bejoca grande

Anónimo disse...

Tanto azul só na Ericeira. Tanto mar, tanto mar... também eu me repito: gosto tanto das tuas fotografias.

Anónimo disse...

esse poema tem um erro!

leandroribeiro disse...

Todos somos D. Quixote

um estranho disse...

Pois tem.
Eu levo o "a", não faz mal.